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Queiroz Galvão revê plano estratégico e pretende distribuir dividendos

 Rio, 10/11/2017 – A Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP) pretende fazer uma distribuição extraordinária de dividendos com o “excesso de caixa” obtido com a venda de Carcará (concessão BM-S-8) para a Statoil. Antes disso, porém, a empresa se concentra na revisão de seu planejamento estratégico.

Ao longo dos últimos meses, a companhia se reposicionou no mercado: saiu do projeto de Carcará e reforçou a presença em águas profundas da Bacia Sergipe-Alagoas, associando-se à ExxonMobil e Murphy Oil.

Segundo a diretora financeira e de relações com investidores da QGEP, Paula Côrte-Real, a companhia ainda não definiu a data e valores envolvidos na distribuição de dividendos e se concentra, neste momento, em dimensionar qual será sua necessidade de investimentos. A petroleira acredita que os quatro blocos exploratórios que detém na Bacia de Sergipe-Alagoas terão o cronograma de investimentos acelerado pela ExxonMobil (operadora) e que há “grandes chances” de que as áreas tenham descobertas de petróleo e exijam mais recursos.

“Estamos identificando qual o excesso de caixa para anunciar data e valor [dos dividendos]”, disse Paula, em teleconferência com investidores. “É importante remunerar o investidor, mas também entender a longevidade da companhia, precisamos ter horizonte de crescimento… Vamos olhar o nosso portfólio, as oportunidades de investimento, vamos considerar a financiabilidade da companhia no longo prazo”, afirmou a executiva.

A Queiroz Galvão vendeu sua fatia de 10% em Carcará por US$ 379 milhões, em três parcelas: a primeira, equivalente à metade do valor total, será paga pela Statoil no momento do fechamento da transação, previsto para este ano.

Enquanto isso, a empresa se prepara para estrear nos próximos meses como produtora de petróleo, por meio do projeto de Atlanta, no pós-sal da Bacia de Santos. A previsão da QGEP é que o campo comece a operar no primeiro trimestre de 2018. A reta final para início das operações do projeto acontece, no entanto, em meio a disputas com sua sócia Dommo (ex-OGX), na Corte de Arbitragem Internacional de Londres.

Segundo a QGEP, a Dommo deve R$ 97 milhões ao consórcio. Em outubro, a Barra Energia, uma das sócias, exerceu o direito de cessão compulsória da fatia de 40% da antiga OGX entre a QGEP e a Barra. A Dommo decidiu, então, contestar sua expulsão em procedimento arbitral, alegando que o exercício dos direitos de expulsão é ilegal. A empresa atribui à QGEP, na qualidade de operador, e à Barra a responsabilidade pelos danos causados pelo atraso na entrada em operação do projeto, inicialmente previsto para 2015.

A Dommo anunciou em outubro que assinou uma carta de intenções com a AziLat, do grupo Seacrest, para venda de 30% de sua participação em Atlanta, por US$ 63 milhões – o que inclui pagamento integral da dívida com o consórcio. A QGEP, contudo, alega que, até o momento, a Dommo não apresentou ao consórcio o contrato de alienação.

*Valor Econômico

 

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