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Petrobras aumenta previsão de captações em 2017 para US$ 22 bilhões

Redação / Reuters

Rio, 14/11/2017 – A Petrobras informou nesta terça-feira que prevê captar US$ 22 bilhões em 2017, aumento ante a previsão anterior de US$ 13 bilhões anunciada em agosto, segundo informações em apresentação ao mercado sobre os resultados da empresa no terceiro trimestre.
Em contrapartida, a petroleira prevê pagar em amortizações um total de US$ 31 bilhões, ante os 21 bilhões previstos anteriormente. Do total de amortizações, a empresa prevê pré-pagamentos (incluindo recompra de bonds) de US$ 23 bilhões em 2017, ante US$ 12 bilhões na projeção anterior.

Na sexta-feira, a Petrobras divulgou lucro líquido de R$ 266 milhões no terceiro trimestre, revertendo o prejuízo bilionário de R$ 16,458 bilhões em igual período do ano passado. Apesar de positivo, o resultado veio abaixo das expectativas de analistas de mercado ouvidos pelo Estadão/Broadcast, que projetavam lucro de R$ 2,5 bilhões entre julho e setembro, já levando em conta um desempenho ruim no mercado de combustíveis.

O lucro ficou abaixo do esperado por causa de perdas de R$ 3,356 bilhões com programas de regularização de débitos, contingências judiciais e baixas contábeis. “O operacional não foi tão ruim. O que ruim foi o lucro, muito aquém porque a empresa teve baixas”, afirma Pedro Galdi, analista de investimentos da Magliano Corretora.

A perda com esses itens superou o segundo trimestre deste ano, quando foi de R$ 1,531 bilhão. O destaque veio de contingências judiciais, onde a companhia gastou R$ 1,061 bilhão. A segunda maior perda foi com “programas de regularização de débitos federais”: menos R$ 1,030 bilhão. Já as baixas contábeis com ativos e investimentos que não poderão ser recuperados custaram R$ 222 milhões. Ainda assim, o total ficou abaixo dos R$ 20,215 bilhões do terceiro trimestre de 2016.

“Temos aspectos positivos, como geração de fluxo de caixa. Olhamos com atenção a participação de mercado. Mas, em geral, o resultado continua mostrando números extremamente positivos”, afirmou o presidente da Petrobras, Pedro Parente. “Itens extraordinários reduzem o número final, mas, no geral, a tendência é positiva”, disse o executivo, acrescentando que gostaria de pagar dividendos aos acionistas “o mais rápido possível”.

Outro fator que limitou o lucro foi o desempenho do mercado de combustíveis, já esperado pelo mercado. A demanda por gasolina e diesel se manteve baixa diante do atual cenário de recuperação lenta da economia, enquanto a nova política de preços impediu receita maior com a comercialização dos produtos. “É uma questão de manter a fatia de mercado”, disse Galdi.

Desde julho, na tentativa de barrar a concorrência de importadores, a Petrobras alinha os preços dos combustíveis nas suas refinarias aos dos mercados internacionais. De um lado, demonstra autonomia em relação ao governo federal, que nas gestões do PT conteve os preços para segurar a inflação. Por outro lado, a prática impede que a companhia compense perdas do passado, de quando manteve os preços congelados.

Com a nova política, o preço de derivados básicos no mercado interno ficou em R$ 213,41 por barril no terceiro trimestre, queda de 3% ante o segundo trimestre. Assim, o lucro líquido da área de abastecimento caiu 24% na passagem do segundo para o terceiro trimestre, para R$ 2,643 bilhões.

Já na área de exploração e produção, a extração de petróleo diminuiu no terceiro trimestre, quando a comparação é com o período de abril a junho, “pela maior concentração de paradas programadas de plataformas”. Na comparação com o ano passado, houve aumento, com destaque para os campos do pré-sal. A produção média de janeiro a setembro foi de 2,223 milhões de barris por dia, alta de 1% ante igual período de 2016.

Além disso, a Petrobras prosseguiu no processo de redução da dívida, que chegou a R$ 359,412 bilhões ao fim de setembro, 7% menos do que o registrado no fim de 2016.

 

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