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Consórcio liderado pela Petrobras inicia produção em Libra com primeiro óleo retirado pelo fpso da Odebrecht

Rio, 27.11.2017 – O consórcio responsável pela operação do campo gigante de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos, iniciou no domingo a produção de petróleo e gás natural na região. A extração petrolífera na área, prevista inicialmente para julho deste ano, é a primeira sob o regime de partilha da produção com a União.

O consórcio planeja instalar no campo, até 2023, três plataformas, com capacidade para produzir 540 mil barris de petróleo por dia, ou o equivalente a 25% da produção atual total do país, que é de 2,1 milhões de barris diários. A produção do primeiro óleo de Libra teve início anteontem, apenas quatro anos após o campo ter sido arrematado no primeiro leilão do pré-sal no regime de partilha.

O primeiro óleo de Libra foi obtido por meio do FPSO Pioneiro de Libra (foto), em um Teste de Longa Duração (TLD), de um ano. A unidade, afretadado e operada pela joint-venture OOGTK, formada pela Odebrecht Óleo e Gás (OOG, 50%) e Teekay Offshore (50%), tem capacidade de produção de 50 mil barris diários de petróleo e de compressão e reinjeção de 4 milhões de metros cúbicos diários de gás natural. A plataforma opera em lâmina d’água de até 2,4 mil metros.

O gerente-executivo da Petrobras para Libra, Fernando Borges, explicou que o navio-plataforma (FPSO) Libra 1 (foto) deverá ser contratado já este ano para entrar em operação a partir de 2021. As outras duas plataformas virão nos anos subsequentes.

O consórcio responsável pelo campo é liderado pela Petrobras (operadora, com 40% de participação). Os demais acionistas são a anglo-holandesa Shell (20%), a francesa Total (20%) e as chinesas CNOOC (10%) e CNPC (10%).

O TLD de Libra ocorre em meio a indefinições sobre o projeto. A primeira é com relação à comercialização do óleo de Libra que pertence à União. Pela legislação, a Pré-sal Petróleo SA (PPSA), estatal criada para gerenciar e fiscalizar contratos de exploração de petróleo sob regime de partilha, não pode comercializar diretamente a parcela da União. A estatal teria que contratar uma comercializadora ou a Petrobras.

Na última semana, o secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, Márcio Félix, contou que uma Medida Provisória (MP) permitindo a comercialização do óleo pela PPSA deve ser publicada nos próximos dias. “A lei da PPSA foi criada em outro contexto. Se não mudarmos as regras, não poderemos comercializar o óleo do pré-sal”, disse ele, na ocasião.

A segunda dúvida envolve o consórcio responsável pelo campo de Libra. O presidente da Shell, André Araujo, sinalizou este mês que a companhia aguarda a aprovação pelo Congresso da MP que estende o Repetro, regime aduaneiro especial para o setor, até 2040, e a publicação de resolução pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) sobre o “waiver” (flexibilização) das exigências de conteúdo local, para dar continuidade à contratação das futuras plataformas petrolíferas do campo. “Espero que a gente consiga contratar logo e que os acionistas se sintam confortáveis para decidir sobre o investimento”, disse o executivo, durante evento no Rio.

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