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Leilão de petróleo no México pode gerar US$ 93 bilhões em investimentos

O México assegurou em torno de US$ 93 bilhões em investimentos no mais bem sucedido leilão de blocos de exploração de petróleo em águas profundas desde a abertura do setor de energia em 2013.

A Royal Dutch Shell, segunda maior companhia de petróleo do mundo, foi a mais agressiva e obteve nove dos 19 blocos vendidos na quarta-feira (31 de janeiro) – quatro deles como única operadora, quatro em consórcio com a Qatar Petroleum International e um junto com a estatal Petróleos Mexicanos (Pemex).

A PC Carigali, uma subsidiária da estatal Petronas da Malásia, faz parte de seis ofertas vencedoras, a Qatar Petroleum de cinco e a Pemex de quatro. Com isso, agora são mais de 60 o número de companhias comprometidas em desenvolver campos de hidrocarbonetos promissores do México em um momento que a produção encontra-se no menor nível em quatro décadas. No ano passado, a Pemex produziu 1,95 milhão de barris por dia, a primeira vez desde 1980 que a produção do país caiu abaixo de dois milhões de barris por dia.

Os novos blocos devem entrar produção em 2028 e, presumindo que a exploração será bem sucedida, eles devem acrescentar 1,5 milhão de barris por dia na produção nacional em 2032, segundo Aldo Flores, subsecretário de hidrocarbonetos do Ministério de Energia do México.

“Este é um voto de confiança no México”, disse Flores. O país latino-americano vai realizar uma eleição presidencial em julho, cuja disputa é liderada pelo esquerdista Andrés Manuel López Obrador. Embora o ex-prefeito da Cidade do México tenha suavizado sua oposição inicial à reforma que abriu o setor de energia, López Obrador e sua equipe têm sugerido que o ritmo de abertura poderá ser desacelerado se ele conquistar a Presidência.

Mas analistas observam que é quase impossível uma reversão da reforma e qualquer mudança não será retroativa. Além disso, será difícil para o novo presidente, seja quem for, abrir mão de um aumento na produção da Pemex, que é uma importante fonte de receita do governo federal.

Fonte: Valor Econômico

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