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Preço do petróleo pode se aproximar de US$ 80 com ataque dos EUA

No curto prazo, a expectativa é de que as cotações da commodity avancem de US$ 5 a US$ 10 com instabilidade no Oriente Médio

Nova York, 03/01/2020 – Mais uma vez o mercado global de petróleo encontra-se instável diante do ataque dos EUA ao aeroporto de Badgá. Embora nenhuma reserva tenha sido atingida, a tensão geopolítica deve trazer impactos no curto e médio prazo, com a escalada dos preços, que podem se aproximar dos 80 dólares nas próximas semanas.

Os contratos futuros do petróleo operam em forte alta nesta sexta-feira (3), chegando a quase US$ 70 dólares o barril nesta sexta-feira (3), após o ataque aéreo dos Estados Unidos em Bagdá que matou um dos principais chefes militares do Irã, provocando preocupações sobre a escalada das tensões regionais e a interrupção do fornecimento de petróleo.

Uma hora após a divulgação da morte do general iraniano Qassem Soleimani por agências de notícias, os preços do petróleo no mercado internacional já tinham aumentado 4%.

O petróleo Brent subia 1,82 dólar, ou 2,75%, a US$ 68,07 por barril, às 14h36 (horário de Brasília), após tocar máxima de US$ 69,50 na sessão, seu maior valor desde meados de setembro, quando instalações petrolíferas da Arábia Saudita sofreram ataques.

O petróleo dos Estados Unidos avançava 1,35 dólar, ou 2,21%, a US$ 62,53 por barril. A máxima da sessão foi de US$ 64,09, seu mais alto nível desde abril de 2019.

Os preços também encontravam suporte em dados semanais divulgados pela Administração de Informação sobre Energia (AIE) dos EUA, que mostraram que os estoques de petróleo norte-americanos tiveram na semana passada sua maior redução desde junho.

“Esperamos que confrontos de nível moderado a baixo durem pelo menos um mês e provavelmente fiquem limitados ao Iraque”, disse Henry Rome, analista do Irã na Eurasia.

O Iraque, o segundo maior produtor da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), exporta cerca de 3,4 milhões de barris de petróleo bruto por dia.

Segundo Cailin Birch, uma economista da The Economist Intelligence Unit, os mercados temem, sobretudo, “um conflito mais amplo”.

“A importância deriva menos da perda potencial dos abastecimentos de petróleo iraniano (…) do que do risco de que se possa deflagrar um conflito mais amplo que arraste Iraque, Arábia Saudita e outros”, disse à AFP.

Os países envolvidos no episódio são alguns dos maiores players do setor. Além de reservas gigantescas, Estados Unidos, Iraque e Irã são, respectivamente, o segundo, quarto e sexto maiores produtores de petróleo do mundo.

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