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Braskem inicia operações em Boston e fortalece estratégia de Química Renovável

São Paulo, 19 de abril de 2018 – A Braskem, maior produtora de resinas termoplásticas das Américas e maior produtora mundial de biopolímeros, anuncia a expansão de seus esforços de pesquisa, desenvolvimento e comercialização de químicos e materiais de origem renovável com a nova operação na cidade de Boston, nos Estados Unidos. A escolha do local visa aproveitar o avanço da região em biotecnologia e materiais avançados. As atividades incluem pesquisa e desenvolvimento de biotecnologia e ciência de materiais, desenvolvimento de negócios e mercado e busca de tecnologias para parcerias estratégicas.

“A Química Renovável vai liderar a próxima onda de desenvolvimento em químicos e polímeros”, afirma Gustavo Sergi, diretor de Químicos Renováveis da Braskem. “O anúncio de hoje reforça a posição de vanguarda da Braskem nesse movimento. Conforme olhamos para frente, desenvolvendo e liderando a próxima onda de polímeros e químicos renováveis, estamos levando aos nossos clientes opções novas e inovadoras”, complementa o executivo.

O Polietileno Verde I’m green™ é feito a partir do eteno obtido da cana-de-açúcar. Importante reconhecimento da consistência deste trabalho foi a inclusão da Braskem no ranking de 2014 das 50 empresas mais inovadoras do mundo, elaborado pela Fast Company, revista norte-americana de economia e negócios.

 

“A operação em Boston vai complementar a capacidade de engenharia metabólica que temos no nosso Centro de Pesquisa em Química Renovável em Campinas, além das nossas competências em ciência de materiais em nossos centros de Pesquisa & Desenvolvimento em Triunfo (Brasil) e Pittsburgh (EUA). Além disso, a unidade coloca a Braskem em um ecossistema estratégico que nos permitirá aproveitar parcerias importantes para pesquisa e desenvolvimento de mercado”, explica Mateus Schreiner Garcez Lopes, responsável por Inovação em Tecnologias Renováveis.

Para liderar as iniciativas de pesquisa e desenvolvimento em Boston, a companhia nomeou Daniel P. MacEachran como o novo responsável por Engenharia Metabólica. Ele se junta à equipe da Braskem vindo da Greenlight Biosciences, Inc., uma empresa de biotecnologia de capital fechado com foco na produção sustentável de químicos, tendo recentemente atuado como diretor de Pesquisa e Desenvolvimento de Aplicações. Também atuou como cientista visitante e pesquisador de pós-doutorado no Departamento de Biologia do MIT (Massachusetts Institute of Technology).

O efeito Green

O Polietileno Verde I’m green™ é feito a partir do eteno obtido da cana-de-açúcar. Seu grande diferencial é contribuir para a redução da emissão dos gases do efeito estufa na atmosfera, já que captura gás carbônico durante o seu processo produtivo. Ele também apresenta as mesmas características do polietileno tradicional, ou seja, não necessita de adaptações de maquinário e é 100% reciclável. A planta de Plástico Verde da Braskem possui capacidade de produção de 200 mil toneladas por ano.

Projeto reconhecido no exterior

O laboratório de Pesquisa e Desenvolvimento para estudo de projetos relacionados à biotecnologia e processos químicos a partir de matéria-prima renovável foi inaugurado em 6 de julho de 2014. A unidade, instalada em Campinas, interior de São Paulo, recebeu R$ 30 milhões em investimentos.

O laboratório contava no seu início com 33 pesquisadores para atuar no desenvolvimento de rotas bioquímicas e químicas e de sistemas de purificação, buscando soluções viáveis em escala industrial. Entre os principais estudos estão tecnologias para produção de propeno e butadieno “verdes”, engenharia metabólica de microorganismos e a melhoria contínua da tecnologia de eteno de fonte renovável – matéria-prima usada para o plástico “verde”.

“A Braskem vem investindo de forma expressiva em inovação. Desejamos que o Brasil seja referência em pesquisa e desenvolvimento de rotas que aproveitem a vantagem competitiva do país em fontes renováveis. Investir em novas tecnologias é fundamental, pois cria o ambiente adequado para alavancar as melhores ideias e projetos, gerando um ciclo virtuoso de desenvolvimento tanto para a empresa quanto para a indústria nacional”, comentou então Edmundo Aires, vice-presidente de Inovação e Tecnologia.

Em 2013, a empresa desembolsou R$ 200 milhões em pesquisas e projetos, valor que deverá ser mantido neste ano. Um importante reconhecimento da consistência deste trabalho foi a inclusão da Braskem no ranking de 2014 das 50 empresas mais inovadoras do mundo, elaborado pela Fast Company, revista norte-americana de economia e negócios. A Braskem foi a única empresa brasileira (e a única empresa química) na lista e obteve destaque por trazer ao mercado uma solução sustentável, o Polietileno de origem renovável (ou PE “Verde”).

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