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Sanções de Trump contra Irã afetam projeto da Total

Paris, 17/05/2018 – A Total, a maior petrolífera francesa, disse que não conseguirá dar prosseguimento ao seu projeto no Irã sem uma isenção formal que a proteja das sanções dos Estados Unidos, após o governo de Donald Trump ter abandonado o acordo nuclear.

A Total assinou um acordo de vários bilhões de dólares em julho passado para desenvolver a gigantesca reserva de gás de South Pars. Embora a Total afirme ter investido menos de € 40 milhões em South Pars até agora, o acordo representa um compromisso no Irã maior que o de qualquer outro grupo petrolífero ocidental, e foi o primeiro grande contrato energético da república islâmica com uma petroleira europeia em mais de dez anos.

Em comunicado emitido ontem, a Total disse “que não estará em condições de continuar o projeto SP11 [ de South Pars] e terá de desfazer todas as operações referentes a ele antes de 4 de novembro de 2018, a não ser que lhe seja concedida uma isenção formal específica para o projeto pelas autoridades americanas com o apoio das autoridades francesas e europeias. Essa isenção formal para o projeto deverá incluir a proteção da empresa de qualquer sanção secundária de acordo com a legislação dos EUA”.

A Total disse que “sempre deixou claro que não tem condições de se expor a qualquer sanção secundária” devido ao risco de perda de financiamento, perda de seus acionistas americanos ou à incapacidade de continuar suas operações americanas – os bancos americanos estão envolvidos em mais de 90% das operações de financiamento da Total, de acordo com a empresa.

“Nessas circunstâncias, a Total não assumirá qualquer novo compromisso referente ao projeto SP11 e, em consonância com seus compromissos contratuais frente às autoridades iranianas, recorre às autoridades francesas e americanas no sentido de examinarem a possibilidade de concederem uma isenção formal para o projeto”, acrescentou a Total.

A Total detém pouco mais de metade do projeto de South Pars, enquanto a estatal chinesa CNPC controla mais 30%. De acordo com pessoas familiarizadas com a situação, caso a petrolífera francesa não consiga obter uma isenção que lhe permita permanecer no país e for obrigada a se retirar, a CNPC poderá assumir a participação da Total no projeto, desde que a empresa chinesa consiga evitar sanções por conta própria.

 

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