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Conselho da Petrobras nomeia Ivan Monteiro para presidência interina da Petrobras

Rio, 18:24 01/06/2018 – O diretor financeiro da Petrobras, Ivan Monteiro, foi indicado para assumir o comando da empresa depois de receber a garantia de que não haverá da parte do governo interferência na política de preço da petroleira. O conselho de administração da Petrobras aceitou a indicação do governo e ele assumirá a vaga ocupada até hoje por Pedro Parente como interino, até a eleição do novo Presidente definitivo. O Presidente Ivan Monteiro acumulará a função de Diretor Executivo Financeiro e de Relacionamento com Investidores.

Monteiro foi levado para a empresa pelo então presidente Aldemir Bendine e mantido no cargo por Pedro Parente, que pediu demissão nesta sexta-feira. O nome agrada ao mercado financeiro e a empresários que atuam na Petrobras. Com ele no comando da empresa não haverá uma mudança de 360.º no trabalho que Parente vinha desenvolvendo. “O verdadeiro homem do controle das finanças da empresa é ele”, disse um empresário.

Mais cedo, Ivan disse a interlocutores que não aceitaria a missão se fosse convidado. Teria mudado de ideia depois de receber a garantir de que não haverá interferência na política de preços da empresa.

Monteiro, que está a caminho de Brasília, disse a interlocutores próximos que só aceitará o cargo se o Temer desistir de mexer na política de preços da companhia.

Ivan Monteiro, é diretor Financeiro da Petrobras desde a gestão de Aldemir Bendine, com quem trabalhou no Banco do Brasil

O governo chegou a sondar outros nomes, como Pedro Zinner, que hoje preside a empresa de energia Eneva, controlada pleo BTG Pactual e pela Cambuhy Investimentos.

Monteiro chegou à Petrobras em fevereiro de 2015, como parte da equipe do ex-presidente Aldemir Bendine, preso pela Operação Lava Jato, e foi mantido no cargo por Parente. Veio com Bendine do Banco do Brasil, onde também cuidava da área financeira e é um executivo bem visto pelo mercado.

Extremamente técnico e muito sério, ele é apreciado pelo mercado financeiro, que credita também a ele a recuperação da companhia.

O estopim para a saída de Parente foi uma “intervenção branca” na estatal, definida após a paralisação dos caminhoneiros, que, na prática, reduziu a autonomia da empresa para definir os preços do óleo diesel.

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