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Mercado petrolífero mundial volta a apostar no gás natural

Nova York, 24/07/2018 -As gigantes globais de petróleo estão produzindo mais gás natural do que nunca, ajudando a impulsionar seus lucros ao mesmo tempo em que atendem a uma crescente demanda global por combustíveis menos poluentes.

Isso marca uma mudança frente à última década para uma indústria que antes tinha como principal foco o petróleo e tinha o gás, na maior parte dos casos, como uma segunda opção. Agora, o crescimento na geração de energia com gás, uma produção em alta nos campos de “shale” dos Estados Unidos, no pré-sal brasileiro e uma crescente produção de gás natural liquefeito (GNL) – que torna possível exportar o combustível – ajudaram a criar um boom no setor.

BP, Exxon Mobil, Shell, Total e Chevron ampliaram em conjunto sua produção de gás natural em 15% na última década graças a uma melhor tecnologia e redução dos custos, segundo dados da consultoria Wood Mackenzie.

“O GNL é a commodity de crescimento para essas empresas”, disse o analista Brian Youngberg, da Edward Jones, que espera que a indústria global do insumo cresça ao menos 4% ao ano nos próximos cinco anos.

Na Total, o gás responde hoje por 61% da produção, contra 47% há 10 anos, segundo a Wood Mackenzie. Analistas esperam que a empresa tenha uma alta de 44% nos lucros do segundo trimestre, que serão divulgados na quinta-feira, segundo pesquisa da Reuters.

Mesmo com a alta na produção de gás, as reservas de gás natural cresceram. As empresas internacionais de energia ampliaram suas reservas em 16% no ano passado, para 35,55 bilhões de pés cúbicos, segundo um estudo da consultoria EY. A Exxon avalia que o uso de gás natural deve crescer a um ritmo maior que qualquer outra fonte de energia até 2040, atingindo uma fatia de um quarto da demanda global nesse período.

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