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Gasolina da Petrobras cai quase 20% em novembro; preços nos postos caem menos

São Paulo, 19:29 26/11/2018 – O preço médio da gasolina praticado pela Petrobras nas refinarias acumulará queda de quase 20% só em novembro a partir de terça-feira, após a petroleira estatal anunciar nesta segunda-feira mais um corte no valor do combustível, sem que os postos acompanhem o movimento na mesma intensidade.

A cotação da gasolina nas refinarias da estatal será reduzida para 1,5007 real por litro, 3,53% abaixo do 1,5556 real vigente nesta segunda-feira e menor nível desde 17 de fevereiro. Em novembro, a queda acumulada da gasolina da Petrobras será de 19,4%.

As sucessivas quedas refletem o tombo do petróleo no mercado internacional, um dos parâmetros utilizados pela petroleira em sua política de reajustes diários em vigor desde julho do ano passado, informa a Reuters*.

A gasolina da Petrobras chegou a atingir uma máxima de 2,2514 reais por litro em setembro, quando o petróleo também estava em máximas em anos e o dólar —outro importante componente na formação do preço— apresentava-se valorizado ante o real em razão das eleições.

De lá para cá, tanto as referências do óleo quanto do câmbio estão mais baixas. Desde tal máxima de 2,2514 reais por litro, o valor médio da gasolina nas refinarias da Petrobras acumula recuo de 33%, conforme dados da estatal compilados pela Reuters.

Nos postos, contudo, a situação é bem diferente.

No acumulado de novembro, o preço médio da gasolina nos postos do Brasil recuou apenas 3,29%, conforme monitoramento da reguladora ANP.

Na última semana, o preço do combustível caiu 1,3%, para 4,554 reais por litro, informou nesta segunda-feira a ANP, relatando também reduções semanais de 0,61% no etanol hidratado e de 0,41% no diesel.

A Petrobras vem dizendo ao longo de todo o ano que o preço de sua gasolina responde por cerca de um terço do valor final nas bombas, sobre o qual recaem tributos, a mistura obrigatória de etanol anidro e a estratégia comercial de distribuidoras e revendedoras, segmentos que podem estar recompondo margens, considerando a defasagem no repasse.

*Por José Roberto Gomes e Roberto Samora

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