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Brasil deve ter 2ª maior expansão de volumes de petróleo fora da Opep em 2019

Viena , 13/12/2018  (DCI) – A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) previu nesta quarta-feira (12) que o Brasil deverá apresentar a segunda maior taxa de expansão da produção do insumo no ano que vem fora do cartel, atrás apenas dos EUA.

“Os EUA, o Brasil, a Rússia e o Reino Unido são os principais impulsionadores do crescimento do próximo ano, enquanto se espera que o México e a Noruega apresentem declínios consideráveis”, previu a entidade que tem sede em Viena, por meio de seu relatório mensal divulgado nesta quarta. A estimativa para o Brasil é de um abastecimento de 3,63 milhões de barris por dia (bpd) em 2019 ante suprimento de 3,26 milhões de bpd este ano.

“Após um começo de ano saudável, a economia mundial foi marcada em 2018 por uma crescente divergência nas tendências de crescimento”, pontuou. “Dentro da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), os EUA conseguiram crescer com uma taxa muito maior do que outras economias, alimentada por um estímulo fiscal extraordinário. Além disso, as tendências de crescimento nas economias emergentes e em desenvolvimento têm sido cada vez mais diversificadas, com altos níveis de crescimento de Índia e China enquanto a Rússia, o Brasil e outros conseguiram apenas um crescimento menor.”

Sobre a oferta de fora da Opep no ano que vem, a Organização conta com  crescimento vigoroso devido à “forte elevação dos investimentos” em petróleo nos EUA, bem como o “crescimento robusto” esperado com os novos projetos no Brasil.

Dólar

No relatório, a entidade também comentou que o dólar avançou contra as moedas exportadoras de commodities, com uma alta de 0 8% em relação ao real, e de 0,7% em relação ao rublo russo. E lembrou que a moeda americana perdeu 1,8% em uma média mensal contra o peso argentino e 7,9% em relação à lira turca, com o impacto das medidas de aperto monetário de seus bancos centrais e melhora dos saldos comerciais.

A previsão para o crescimento no Brasil e na Rússia também permaneceu inalterada no documento deste mês da entidade na comparação com o do mês anterior. O crescimento no Brasil está previsto em 1,1% em 2018 e 1,8% em 2019. “Dependendo das ações políticas do novo governo após as eleições mais recentes, bem como da evolução dos preços das commodities, a previsão de crescimento para 2019 pode mudar.” 

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