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Consumo de gás natural recua 26,5% em novembro com menor uso de térmicas

Rio, 29/01/2019 – O consumo de gás natural no Brasil em novembro do ano passado alcançou 55,1 milhões de metros cúbicos diários. O volume foi 26,5% inferior em relação a igual mês de 2017 e 22,5% menor na comparação com o mês anterior, segundo a Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás).

Segundo a entidade, a queda foi motivada pelo menor acionamento de termelétricas em novembro, que atingiu o menor volume desde julho de 2016. No acumulado dos primeiros 11 meses de 2018, o consumo ficou praticamente estável (-0,12%) ante igual período do ano anterior.

A Abegás destacou o desempenho do setor industrial, que teve um consumo em novembro (29,3 milhões de metros cúbicos diários) 4,6% superior ao do mesmo mês de 2017 e 2,74% maior que o observado em outubro de 2018.

“Os próximos anos são fundamentais para acelerar o ritmo de recuperação de nossa economia pós-recessão e promover seu fortalecimento. E a indústria do gás natural pode ser um alicerce dessa retomada. De acordo com nossas estimativas, o setor tem potencial de expansão e capacidade para atrair em média US$ 32 bilhões em investimentos”, disse o presidente executivo da Abegás, Augusto Salomon, em nota.

Presidente executivo da Abegás, Augusto Salomon:
De acordo com nossas estimativas, o setor tem potencial de expansão e capacidade para atrair em média US$ 32 bilhões em investimentos

O executivo também demonstrou otimismo com relação ao posicionamento do novo ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, sobre a necessidade de inclusão de termelétricas na base do sistema elétrico brasileiro e com o novo presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, sobre a necessidade de implementação de novos usos para o gás natural com o objetivo de monetizar o insumo produzido na camada pré-sal.

“Acreditamos ainda que o remodelamento do marco regulatório do setor, em tramitação no Congresso Nacional, e a adoção de medidas infralegais abrem condições para que o Brasil possa concretizar esse volume de investimentos, fomentando a construção de infraestrutura, aumentando a competitividade e estimulando a oferta e a demanda”, completou Salomon.

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