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Castello Branco garante que BR não participará de concorrência por refinarias

Rio, 08/05/2019 – O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, disse nesta quarta-feira (8) que a BR Distribuidora “não participará de nenhum processo de compra de refinarias”. A afirmação foi feita em coletiva de imprensa no Rio de Janeiro, um dia após a divulgação do balanço da estatal, que teve lucro de R$ 4 bilhões no primeiro trimestre.

A declaração acontece um dia após o presidente da BR, Rafael Grisolia, dizer que, como distribuidor, a empresa tinha o dever de olhar a venda de refinarias de diversos ângulos. “Uma decisão, obviamente, de BR ter participação em refinarias a gente ainda vai olhar. É claro que, como distribuidor, a gente tem o dever de olhar isso de diversos ângulos, isso a gente vai estar fazendo sempre. Decisões futuras, temos que olhar todas as condições para frente”, disse na terça-feira (7) em teleconferência de resultados com analistas, de acordo com a agência Reuters.

Castello Branco reforçou que o plano de desinvestimentos da companhia segue com foco imediato na venda de refinarias. O presidente comentou ainda o interesse da empresa em vender 8 de suas 13 refinarias. “A Petrobras tem como objetivo vender 100% das refinarias listadas. Simples assim”, afirmou.

Sobre os investimentos da estatal, o presidente disse que há possibilidade de revisão do que foi proposto no plano da companhia, que previa US$ 16 bilhões em 2019. O valor, segundo ele, pode ter sido superestimado.

“Não queremos prometer e não entregar. A diretoria vai analisar e, se for preciso, corrigir”, disse Castello Branco.
Ele reforçou que nos três primeiros meses deste ano foram investidos pouco mais de US$ 2 bilhões. O valor representa uma queda de 24% na comparação com os três primeiros meses de 2018 (US$ 3,067 bilhões) e de 30% na comparação com o quatro trimestre do ano passado (US$ 3,324 bilhões).

Balanço trimestral

Os executivos da companhia comentaram o desempenho nos primeiros três meses do ano. Segundo relatório divulgado na terça-feira (7), a Petrobras teve lucro líquido de R$ 4,031 bilhões no período – uma queda de 42% na comparação com o mesmo período de 2018.

Durante a coletiva desta quarta, Castello Branco minimizou o recuo. “Lucro é apenas uma variável contábil”, afirmou. “As decisões de negócios não são tomadas com base em dados da contabilidade, mas com base em dados econômicos”, disse o presidente, reiterando que o maior interesse da companhia em um EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) positivo.

A nova diretora financeira e de relacionamento com investidores da Petrobras, Andreia Almeida, endossou a fala do presidente. “A gente acredita que foi um bom resultado para o trimestre”, disse. Ela enfatizou que a companhia “vem continuamente apresentando um fluxo de caixa positivo”.

Em relatório divulgado junto com o balanço na noite de terça, a Petrobras apontou que o desempenho financeiro neste primeiro trimestre foi impactado negativamente: pela cotação internacional do preço do barril de petróleo, acarretando em menor preço de venda de gasolina e diesel;
pela perda de R$ 3 bilhões com o menor volume de venda de derivados no mercado interno diante da desaceleração da economia brasileira;
pela redução de R$ 1,2 bilhão na receita com exportações.

Avanço do pré-sal

O diretor de exploração e produção da Petrobras, Carlos Alberto de Oliveira, disse que até o final deste ano a produção em águas profundas deve corresponder a 60% de toda a produção da companhia.

Segundo ele, no primeiro trimestre deste ano a produção do pré-sal foi equivalente a 49% de toda a produção. No trimestre anterior, ela havia sido de 44%.

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