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Petrobras divulga lista de mais quatro refinarias para serem vendidas

Pacote inclui unidade de Betim (MG), a única da região Sudeste a ser vendida pela estatal

Redação / Agências de Notícias

Rio, 13/09/2019 – A Petrobras informou nesta sexta-feira (13/09) o início da segunda fase do processo de venda de ativos de refino e logística associada no país. Essa fase inclui a venda da Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Minas Gerais; Refinaria Isaac Sabbá (Reman), no Amazonas; Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor), no Ceará; e Unidade de Industrialização do Xisto (Six) no Paraná.

A Regap, situada em Betim (MG), é a única unidade da região Sudeste que será oferecida pela estatal – as quatro localizadas em São Paulo e a Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio, ficarão com a empresa. Com a Regap, a estatal venderá 720 quilômetros de dutos, que ligam terminal de recebimento de petróleo na Baía de Guanabara até a refinaria. “Essa transação transformará o mercado de derivados de petróleo no Brasil”, aposta a empresa em material de divulgação da venda,

Em junho, a Petrobras lançou os primeiros quatro prospectos de vendas de refinarias, incluindo no pacote as de maior porte: Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco, Landulpho Alves (Rlam), na Bahia, Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, e Alberto Passos (Refap), no Rio Grande do Sul.

As oito unidades à venda podem processar 1,1 milhão de barris por dia, metade da capacidade nacional de refino. A empresa está vendendo também a infraestrutura logística associada aos ativos. Nos prospectos, diz que se trata de “oportunidade única” para acessar o mercado brasileiro de produtos derivados de petróleo. “O Brasil é o sétimo maior consumidor de derivados e o décimo maior produtor de petróleo do mundo, e seu mercado de derivados de petróleo está projetado para crescer acima da média do crescimento mundial”, defende, nos prospectos, a Petrobras.

O primeiro pacote atraiu interesse de tradings internacionais de combustíveis, petroleiras chinesas e da Raízen, parceria entre a Shell e a Cosan para este mercado. O processo, porém, ainda não entrou na fase de propostas firmes pelos ativos.

A estatal alega que precisa reduzir suas dívidas e focar no desenvolvimento do pré-sal. O governo defende a venda de refinarias como uma medida para implantar maior competição no mercado brasileiro de combustíveis – hoje, a Petrobras é dona de 98% da capacidade de refino.

Em junho, Petrobras e o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) assinaram acordo estabelecendo prazo para a venda de refinarias até o fim de 2020, em troca da suspensão de investigações sobre abuso de poder econômico no mercado.

O acordo foi considerado positivo para a empresa – que já havia anunciado o interesse em reduzir sua fatia neste segmento – mas criticado por concorrentes, que acusam a empresa de manter práticas anticompetitivas mesmo após a suspensão das investigações.

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