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Venda remanescente de 10% da TAG pode render mais de R$ 3,35 bilhões à Petrobras

As atuais sócias da Petrobras na TAG – a Engie e o CDPQ – são os candidatos naturais à compra dos 10% da transportadora

Rio, 21/01/2020 – A venda da fatia remanescente de 10% da Petrobras na Transportadora Associada de Gás (TAG) pode render à estatal um valor superior a R$ 3,35 bilhões. A expectativa mais otimista dentro da petroleira é que o negócio possa ser fechado com um “prêmio” pelo controle completo da empresa de gasodutos, que administra rede de 4,5 mil quilômetros de extensão, no Norte e Nordeste. A petroleira, contudo, evita cravar uma tendência de preço para a operação, segundo o Valor Econômico.

Em junho do ano passado, a francesa Engie e o fundo de pensão canadense Caisse de Dépôt et Placement du Québec (CDPQ) pagaram R$ 33,5 bilhões à Petrobras, por 90% da TAG – dos quais R$ 2 bilhões foram destinados à liquidação da dívida da transportadora com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A estatal brasileira manteve uma participação marginal de 10% na transportadora, mas na sexta-feira iniciou a fase não vinculante para a venda do ativo.

Em dezembro, o diretor de relações institucionais da Petrobras, Roberto Ardhenguy, disse que o preço da fatia residual de 10% da petroleira na TAG não será proporcional aos R$ 33,5 bilhões pagos pelos 90% das ações da transportadora. Ele disse esperar que o negócio seja fechado, proporcionalmente, “com prêmio” em relação ao valor pago pela Engie e o CDPQ ou seja, num valor acima de R$ 3,35 bilhões, proporcionais a 10% da precificação da TAG na operação original, de 2019.

“Quando você quer adquirir o controle total, você tem de pagar mais”, disse o executivo, a jornalistas, no mês passado.

Ontem, a Petrobras esclareceu que a TAG de hoje não é a mesma do período anterior à privatização, pois sofre os efeitos da administração dos novos controladores. “Desta forma, o valor atual da empresa já reflete as ações empreendidas pelos novos controladores. Além disso, no ambiente externo, ocorreram mudanças significativas, como, por exemplo a queda nas taxas de juros. Portanto, o valor a ser recebido na venda dos 10% remanescentes não poderá ser comparado ao da transação de venda de 90% das ações, ocorrida em 2019”, informou a empresa, em nota.

As atuais sócias da Petrobras na TAG – a Engie e o CDPQ – são os candidatos naturais à compra dos 10% da transportadora. A francesa informou, em dezembro, que ela e o fundo canadense têm interesse no negócio. Como parte do acordo de acionistas, as duas companhias têm direito de preferência em relação à oferta.

Desde junho de 2019, a TAG é controlada pela Engie (58,5%) e CDPQ (31,5%), tendo a Petrobras como sócia minoritária.

Em julho do ano passado, a estatal assinou um termo de compromisso de cessação (TCC) com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que prevê a saída integral da petroleira dos segmentos de transporte e distribuição de gás natural até 2021. Além da TAG, a Petrobras tem planos para venda de sua fatia de 10% na Nova Transportadora do Sudeste (NTS) e de 51% na Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG).

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