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P-70 chega ao Porto do Rio de Janeiro para operar no pré-sal de Santos

Unidade terá capacidade para processar 150 mil barris de óleo e 6 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia no campo de Atapu

Rio, 15:50 29/01/2020 – O Porto do Rio de Janeiro recebeu, no dia 24 de janeiro, a FPSO (sigla em inglês para unidade flutuante de produção, estoque e transferência de petróleo) P-70 (foto de Brunocesar), que vai operar no Pré-Sal da Bacia de Campos. A plataforma foi trazida pelo navio semissubmersível Boka Vanguard, que ancorou em uma das áreas de fundeio na Baía de Guanabara, onde foi descarregada. A  P-70 veio do cais do estaleiro em Qingdao, China.

A P-70 após operação de fundeio no porto do Rio (foto: Brunocesar)

A P-70 faz parte da série de plataformas replicantes, que atualmente respondem por parte da produção no pré-sal, com a operação já iniciada nas unidades P-66, P-67, P-68 e P-69. Elas levam esse nome por fazerem parte de um conjunto padronizado de projetos de plataformas de produção. Ao repetir o mesmo projeto várias vezes há um ganho de escala em produtividade e eficiência, e também quanto à segurança e à própria operação.

A P-70 terá a função de separar o óleo do gás e da água durante o processo de produção, armazená-lo nos tanques de carga para, finalmente, transferi-lo para navios petroleiros, que serão os responsáveis pelo seu transporte. A unidade produzirá através de 13 poços produtores e seis poços injetores, e terá capacidade para processar 150 mil barris de óleo (bpd) e 6 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.

A embarcação tem capacidade de armazenamento de 1,6 milhão de barris de óleo. Possui ancoragem em profundidade d’água de 2.200 metros, comprimento total de 288 metros. Boca (largura) mede 54 metros e pontal (altura), 31,5 metros.

O transporte da P-70 para o Brasil foi realizado pela modalidade chamada de dry tow (reboque seco), o que significa que em vez de ser conduzida por rebocadores oceânicos, a unidade é embarcada em um semissubmersible heavy lift ship (navio semissubmersível para transporte de carga pesada). São 78 mil toneladas, o que corresponde ao peso de 220 boeings 747, que vão ser milimetricamente acomodadas na embarcação. Isso reduziu em cerca de 40 dias o tempo de viagem da China ao Brasil. No mundo, manobra desse porte só foi realizada uma única vez: na P-67, segunda unidade da série de replicantes.

A complexa operação de fundeio mobilizou profissionais da Companhia Docas do Rio de Janeiro, da Marinha do Brasil e da Praticagem do Rio de Janeiro.
O gerente de Acesso Aquaviário do Porto do Rio de Janeiro, Roque Pizarroso, ressaltou que “uma manobra desse porte é muito técnica e requer bastante expertise dos profissionais envolvidos”. Isto porque o navio é extremamente pesado, carregando a plataforma de 78 mil toneladas, milimetricamente acomodadas na embarcação.

De acordo com Pizarroso, “a operação de fundeio foi um sucesso, mas a manobra mais importante e delicada ocorrerá nesta quinta-feira, dia 30, quando o navio Boka Vanguard submergirá para a descarga da plataforma P-70 (Float-Off), que ao ser descarregada seguirá para uma outra área de fundeio, onde permanecerá por aproximadamente 30 dias”. Segundo ele, durante esse período, serão realizadas, entre outras ações, o seu comissionamento, a nacionalização da estrutura e os preparativos para prosseguimento da viagem com destino ao Projeto Atapu 1 (Pré-Sal) da Bacia de Santos.

Sobre a escolha do local de descarregamento da plataforma, o gerente explicou que “a Baía de Guanabara tem águas abrigadas, que atendem perfeitamente a todos os requisitos técnicos de profundidade, ventos e correntes necessários à operação”.

O transporte da P-70 foi realizado pela modalidade chamada de dry tow (reboque seco), o que significa que em vez de ser conduzida por rebocadores oceânicos, a unidade é embarcada em um semi-submersible heavy lift ship (navio semissubmersível para transporte de carga pesada).

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