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Alemã Wintershall DEA avalia participação em novos leilões da ANP

Rio, 19/03/2020 – A petroleira alemã Wintershall DEA estuda participar dos próximos leilões de áreas exploratórias com potencial de óleo e gás no Brasil. A medida faz parte da estratégia de diversificação da atuação global. Com relação aos efeitos da pandemia do novo coronavírus, a empresa diz avaliar continuamente a situação, mas não registrou impacto nos projetos no país.

“Estamos avaliando cuidadosamente novas oportunidades de negócios em geral e também examinamos e avaliamos a possível participação nas próximas rodadas de licitações. Isso está alinhado à nossa estratégia mais ampla de crescer através da construção de uma base sólida de diversos ativos de alta qualidade em várias bacias e em vários estágios do ciclo de vida de E&P”, disse a empresa ao Valor Econômico.

Ontem, mais cedo, em entrevista coletiva via internet, devido à pandemia, o presidente global da petroleira, Mario Mehren, afirmou que o Brasil é um “pilar importante” na estratégia de crescimento do grupo. Nos últimos dois anos, a companhia arrematou nove blocos exploratórios nos leilões da Agência Nacional do Petróleo (ANP), desembolsando R$ 168 milhões em bônus de assinatura.

Dos blocos que possui no Brasil, a petroleira é operadora em quatro áreas, sendo três na Bacia Potiguar e uma na Bacia do Ceará. A empresa também possui 20% de participação em dois blocos na Bacia de Santos e em três na Bacia de Campos, todos em parceria com a americana Chevron (40%) e a espanhola Repsol (40%).

Os ativos no Brasil ainda estão em fase inicial de exploração. “É muito cedo para divulgar números futuros de investimentos [no Brasil]”, informou companhia.

Sobre os efeitos do novo coronavírus, a petroleira disse que está “avaliando continuamente o desenvolvimento da situação e implementando medidas para manter as operações comerciais em todos os momentos, com risco mínimo para nossos funcionários e a sociedade em geral. Atualmente, não há impacto no andamento de nossos projetos”.Segundo Mehren, todos os funcionários da empresa no Brasil estão trabalhando de suas casas.

Para 2020, a Wintershall DEA prevê investir globalmente entre € 1,2 bilhão e € 1,5 bilhão. Esse valor, explicou Mehren, já está ajustado em relação ao novo cenário do mercado petrolífero.

A empresa também reduziu a previsão de investimentos em exploração para este ano, para um valor entre € 150 milhões e € 250 milhões, ante os € 341 milhões realizados em 2019. A companhia também suspendeu a distribuição de dividendos.

Diante desse quadro, Mehren sinalizou que a petroleira pode aguardar um melhor cenário para realizar a oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) na bolsa de Frankfurt, na Alemanha. Formada a partir da fusão no ano passado entre a Wintershall e a Deutsche Erdoel AG (DEA), a empresa previa fazer a abertura de mercado em meados deste ano.

“Não é segredo que o IPO dependerá, obviamente, das condições do mercado”, disse ele.

Em 2019, a produção da Wintershall DEA alcançou 642 milhões de barris de óleo equivalente (BOE) por dia, volume 9% superior em relação a 2018. Desse total, cerca de 70% são de gás natural e o restante de petróleo.

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