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Petrobras pagará US$ 472 milhões a sócias em três áreas no 2º trimestre após acordos de unitização

Rio, 20h28 13/05/2020 – A Petrobras pagará 472 milhões de dólares no segundo trimestre a parceiras nas áreas de Lula, Sépia e Atapu, como resultado da assinatura de Acordos de Equalização de Gastos e Volumes (AEGVs), informou a petroleira nesta quarta-feira em fato relevante ao mercado. O acerto é resultado de Acordos de Individualização da Produção (AIPs), ou unitização, de jazidas compartilhadas nos três ativos.

A unitização é necessária quando uma jazida de petróleo descoberta ultrapassa os limites do contrato para outra área, que pode pertencer ao governo ou então estar contratada por outro consórcio.

Segundo a Reuters, ao serem aprovados pela agência reguladora ANP em 2019, os APIs de Lula, Sépia e Atapu definiram as participações proporcionais de cada uma das empresas nas jazidas compartilhadas, o que requer um reequilíbrio entre receitas e gastos incorridos por cada parte desde o início dos contratos.

Nesse contexto, a petroleira e suas sócias assinaram em 30 de abril os referidos AEGVs para equalização entre os gastos incorridos e a receita obtida com os volumes produzidos até a data da efetividade dos AIPs das jazidas compartilhadas de Lula, Sépia e Atapu, explicou a petroleira.

“Em decorrência do processo de equalização de gastos de volumes nas três jazidas, a Petrobras pagará às demais consorciadas e suas afiliadas o montante líquido aproximado de 472 milhões de dólares, ainda sujeito a atualização de taxa de câmbio e financeira até a data de liquidação, o que ocorrerá no segundo trimestre de 2020”, afirmou.

Compartilhamento

A jazida compartilhada de Lula ocupa área contratada 100% pela Petrobras, outra região pertencente a Petrobras, Shell e Petrogal (da Galp ), além de área não licitada, que pertence à União.

Já a jazida de Atapu está em área contratada por um consórcio Petrobras, Shell, Total e Petrogal, outra área 100% da Petrobras e uma região também não contratada pela União.

No caso de Sépia, a jazida compartilhada está presente em contrato apenas da Petrobras e em outro que pertence a consórcio entre Petrobras e Petrogal.

Por Marta Nogueira

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