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Petrobras garante que pode operar com petróleo a US$15/barril e cortar mais custos

Empresa adotou fiversas medidas para lidar com o cenário de crise global do setor, e poderá realizar novos cortes de custos

Rio, 14:34 15/05/2020 – A Petrobras garante que está bem preparada para operar com preços do petróleo tão baixos quanto 15 dólares por barril, após colocar em prática diversas medidas para lidar com o cenário de crise global do setor, e poderá realizar novos cortes de custos, afirmou nesta sexta-feira a diretora executiva de Finanças e Relacionamento com Investidores, Andrea Almeida.

Diante dos efeitos da pandemia do novo coronavírus na economia global, a Petrobras anunciou nos últimos meses uma série de ações como cortes de gastos operacionais, adiamento do pagamento de dividendos, redução de investimentos, dentre outros.

“Após colocar em prática diversas medidas para lidar com o cenário de crise global do setor, a Petrobras poderá realizar novos cortes de custos”, garante a diretora executiva de Finanças e Relacionamento com Investidores, Andrea Almeida

“A gente não parou por aí, a gente continua trabalhando para gerar novas ações e novas reduções de custos, na medida em que a gente tiver mais novidades a gente vai falar com o mercado”, disse Almeida, durante vídeoconferência com analistas sobre os resultados trimestrais.

“Se a gente olhar agora até o fim do ano… estamos bem preparados inclusive para um preço de 15 dólares por barril, mostrando a resiliência e o foco que a Petrobras deu nas atitudes, buscando a liquidez da empresa.”

A companhia registrou na véspera um prejuízo líquido recorde de 48,5 bilhões de reais no primeiro trimestre, após grande baixa contábil devido a uma revisão das premissas de longo prazo para o petróleo Brent, devido aos impactos relacionados a pandemia nos ativos da empresa.

Nesta sexta-feira, o petróleo Brent operava acima de 31 dólares o barril, tendo se recuperado bastante após mínima inferior a 20 dólares registrada em abril, quando a commodity tocou o menor valor desde 2002.

Por Marta Nogueira / Reuters

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