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Mercado demonstra otimismo com próximos leilões de petróleo no País

São Paulo, 27/02/2018 – O mercado vê com otimismo a retomada do setor de óleo e gás no Brasil, uma vez que as rodadas de leilões do pré-sal têm trazido novos investimentos ao País. A queda da exigência no conteúdo local preocupa, mas é vista como um estímulo para a competitividade das empresas instaladas em território nacional.

“As alterações no marco regulatório do pré-sal, que definiram o fim da exclusividade da Petrobras como exploradora, criou oportunidade para novos negócios”, avalia o diretor da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Júlio Dias, em apresentação na segunda etapa do programa Circuito Virtuoso da Indústria de Óleo e Gás em São Paulo.

Dias declarou que a produção brasileira de petróleo deverá saltar nas próximas décadas e que existe um horizonte de desenvolvimento da indústria no País. “Nos tornamos o décimo maior produtor mundial de petróleo e o maior da América Latina. O petróleo e o gás natural terão papel central no fornecimento da energia, mesmo com os investimentos nas renováveis”.

O evento ocorreu nesta segunda-feira (26) na planta da Caterpillar, em Piracicaba (SP), e contou com a presença de representantes de empresas, governo e entidades. O objetivo do programa é apresentar a indústria nacional fornecedora de bens e serviços na área de óleo e gás para operadoras, afretadoras, moduleiros e estaleiros que estão entrando no País em função das novas de rodadas de leilões de exploração do pré-sal.

“É uma grande oportunidade e um ponto de partida de aproximar a indústria aos seus principais demandadores”, afirmou Dias.

Representando o Ministério de Minas e Energia (MME), o diretor-geral da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), Marcos Assayag, destacou que além do pré-sal, o setor terá uma gama de oportunidades em outras áreas de exploração. “Também temos os campos terrestres maduros no Nordeste, que podem gerar negócios para produtores menores. A indústria do petróleo não pode depender só do pré-sal”, salienta.

O assessor da Subsecretaria de Petróleo e Gás da Secretaria de Energia e Mineração do Estado de São Paulo, Ricardo Cantarini, destacou o impacto da descoberta de campos na Bacia de Santos para a indústria local. “Hoje somos o segundo maior produtor do País. O pré-sal já representa metade da produção do Brasil e isso vai crescer com as novas rodadas que já estão programadas”, disse. Ele complementou que, além dessas oportunidades, existe o plano de expansão da distribuição de gás para atender às indústrias. “Também temos feito um esforço conjunto com a Petrobras para atrair um centro tecnológico para a região de Santos e promover soluções para a indústria”.

A próxima rodada de leilões para exploração de áreas de petróleo está prevista para 29 de março. Neste cenário, agentes do setor abordaram a queda da exigência no índice de conteúdo local. A medida do governo, anunciada no ano passado, agradou às grandes petroleiras, mas foi criticada pela indústria nacional.

Novas regras
Nas áreas terrestres, a cota obrigatória será de 50% de componentes nacionais; 18% nas áreas de exploração no mar; 25% para construção de poços; 40% para sistemas de coleta e escoamento e 25% para unidades estacionárias de produção. As multas para descumprimento das regras também foram reduzidas.

“Não vamos lamentar essa mudança e entender isso como um desafio para nossa indústria”, declarou João Dias. “Não iremos depender só de paternalismo. Não é um desastre concorrer com o que vem de fora”, avalia. “O pré-sal é um grande desafio para a indústria e o mercado de bens e serviços do setor. Temos que mostrar qualidade aos grandes compradores, muitos dos quais estarão atuando pela primeira vez no Brasil”, pondera.

Assayag segue na mesma linha. “Temos polos produtivos capazes de enfrentar a concorrência internacional, inclusive a asiática. O objetivo da Onip é promover a competitividade e a produtividade da indústria local. Trabalhamos para remover gargalos como impostos, por exemplo”, garante.

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