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AIE prevê que demanda global garantirá equilíbrio apesar de xisto

Washington, 16/03/2018 – A demanda global por petróleo deverá crescer mais rápido do que o esperado neste ano, compensando parcialmente a forte expansão na produção de xisto nos EUA e mantendo o mercado da commodity equilibrado, segundo avaliação da Agência Internacional de Energia (AIE).

Em relatório mensal publicado nesta quinta-feira (15), a AIE prevê que o apetite global por petróleo bruto crescerá 1,5 milhão de barris por dia (bpd) neste ano, a 99,3 milhões de bpd, o que representa uma revisão para cima de 90 mil bpd. O aumento deverá ser impulsionado pela robusta demanda de economias industrializadas, incluindo Europa, EUA e Japão, diz a agência.

“O reequilíbrio do mercado está claramente avançando com oferta e demanda ficando mais alinhadas”, destaca relatório. A AIE exibe um tom mais otimista do que no mês passado, quando alertou que a produção de óleo de xisto dos EUA poderia sobrepujar a demanda global e minar a frágil recuperação do mercado de petróleo.

A agência disse ontem que a oferta mundial de petróleo recuou levemente em fevereiro ante o mês anterior, a 97,9 milhões de bpd, mas foi ainda 740 mil bpd maior do que a de um ano antes.

A AIE prevê que o avanço na oferta ocorrerá fora da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). A oferta de nações que não integram o cartel deverá crescer quase 1,8 milhão de bpd em 2018, sendo que 1,5 milhão de bpd virá dos EUA, afirma o documento.

No mês passado, a produção dos EUA teve expansão de 135 mil bpd, para o nível recorde de 10,2 milhões de bpd, graças ao avanço do óleo de xisto. Recentemente, a AIE havia previsto que os EUA irão ultrapassar a Rússia e se transformar no maior produtor mundial de petróleo até 2023.

A produção da Opep, no entanto, caiu em fevereiro, a 32,1 milhões de bpd. O cartel e dez produtores que não pertencem ao grupo, incluindo a Rússia, têm buscado reduzir sua produção combinada em 1,8 milhão de barris desde o ano passado, na tentativa de conter um excesso de oferta global que vinha pesando nas cotações do petróleo desde 2014.

No segundo semestre de 2017, o preço subiu mais de 50%, em reação aos esforços da Opep e aliados e em meio a riscos geopolíticos e tendência de fraqueza do dólar. A AIE estima que o Brent terá preço médio em torno de US$ 67 em 2018, sendo que as cotações atuais são cerca de 20% maiores do que as do mesmo período do ano passado.

Já os estoques da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) cresceram 18 milhões de barris em janeiro, a 2,871 bilhões de barris, segundo a AIE.

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