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AIE prevê expansão acelerada de petróleo e gás dos EUA, com maior exploração de xisto

Nova York, 14/11/2018 – A crescente produção de xisto nos EUA deverá permitir ao país superar os outros grandes produtores mundiais de petróleo e gás e poderá responder por cerca de metade do crescimento da produção global de petróleo e gás natural até 2025. A previsão é da Agência Internacional de Energia (AIE).

A maior oferta americana e a revisão de demanda global estão reduzindo o preço do petróleo. Ontem o Brent, referência internacional, caiu 6,6% e fechou a US$ 65,47 por barril. Já o tipo WTI recuou 7,1%, para US$ 55,69 por barril.

Em seu relatório anual “World Energy Outlook”, a AIE diz que sua principal projeção para 2040 indica que os EUA responderão por quase 75% e 40% do crescimento da produção mundial de petróleo e gás, respectivamente, nos próximos seis anos. Isso será puxado principalmente pela exploração de xisto pela técnica do fraturamento hidráulico (“fracking”), que deverá mais do que dobrar a oferta de petróleo de xisto pelos EUA, chegando aos 9,2 milhões de barris por dia até a metade de 2020.

“A revolução do xisto continua afetando a oferta de petróleo e gás, permitindo aos EUA destacarem-se como maior produtor mundial”, disse a AIE, sediada em Paris e que orienta governos e empresas sobre tendências no setor de energia. “Até 2025, quase um quinto do petróleo e um quarto do gás consumidos no mundo virão dos EUA.”

O uso do “fracking” na exploração do xisto reconfigurou dramaticamente o setor de petróleo na última década e permitiu aos EUA rivalizar com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) na disputa por fatia de mercado. O xisto explica em boa parte a abundância de petróleo americano que inundou o mercado há quatro anos, levando o preço a cair para US$ 30 o barril, ante mais de US$ 100 no fim de 2014.

A produção de petróleo de xisto dos EUA deverá atingir um platô na metade da década de 2020, segundo afirma a AIE em seu estudo, caindo em 1,5 milhão de barris/dia na década de 2030, devido a restrições de recursos. O relatório diz que, após 2025, “o bastão será gradualmente passado de volta para a Opep no atendimento do crescimento contínuo, embora lento, da demanda mundial por petróleo”.

A Energy Information Administration, dos EUA, disse neste mês que a produção total de petróleo americana cresceu para 11,3 milhões de barris/dia. Isso coloca os EUA no mesmo nível da Rússia, que superou a Arábia Saudita para se tornar o maior produtor de petróleo do ano passado.

A própria previsão de longo prazo da Opep para o cenário global, divulgada em setembro, disse que a produção de petróleo de xisto dos EUA atingirá o pico até o fim da década de 2020, desencadeando uma demanda renovada pelo petróleo do cartel, depois de uma esperada queda e estagnação.

A AIE afirmou que seu principal cenário prevê que a demanda mundial por petróleo vai crescer em média 1 milhão de barris/dia até 2025, depois do que crescerá cerca de 250 mil barris/dia ao ano. Mas a agência disse que não espera um pico da demanda mundial antes de 2040. O crescimento da demanda até 2025 deverá ser puxado pela China e, do fim da década de 2020 até 2040, pela Índia e o Oriente Médio, segundo a agência.

A AIE prevê que o uso de petróleo como combustível para automóveis atingirá um pico na metade da década de 2020 devido aos melhores padrões de eficiência dos combustíveis e a ascensão dos veículos elétricos – com a demanda então sendo puxada por petroquímicos e combustíveis para caminhões, aviões e navios.

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