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ANP prevê que mercado de combustíveis do Brasil crescerá em 2017 após 2 anos de queda

Rio de Janeiro, 14/12/2017 - As vendas totais de combustíveis no Brasil neste ano terão um pequeno aumento ante 2016, após dois anos de queda no consumo, em períodos marcados por recessão em 2015 e 2016, graças a um início de recuperação da atividade econômica em 2017.

O diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) Aurélio Amaral afirmou nesta quinta-feira que o mercado de combustíveis voltará a crescer neste ano em meio à expansão da economia.

As vendas estão sendo puxadas principalmente pela gasolina e diesel em 2017, apesar de uma forte alta nos preços, que tende a limitar o consumo.

“Será um pequeno aumento em relação a 2016... por conta do retorno da economia... e a gasolina foi mais competitiva que o etanol neste ano e deve puxar”, disse Amaral a jornalistas em evento da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), no Rio de Janeiro.

“Além disso, o diesel sempre acompanha o ritmo da economia... se o PIB (Produto Interno Bruto) cresce, o diesel também acompanha”, completou ele, enquanto o país se recupera de sua recessão mais longa.

A esperada retomada das vendas de combustíveis é uma boa notícia para a BR Distribuidora, que passará a ser negociada na B3 na sexta-feira, e para companhias como a Raízen, dos grupos Cosan e Shell, e a Ipiranga, da Ultrapar.

As informações mais recentes da ANP indicam que as vendas de combustíveis no país de janeiro a outubro cresceram 0,2 por cento ante o mesmo período de 2016.

Em outubro, o consumo no acumulado do ano marcou a primeira alta de 2017.

Entre janeiro e outubro, as vendas de diesel subiram 0,4 por cento, ante o mesmo período de 2016, enquanto as da gasolina cresceram 5 por cento na mesma comparação.

O avanço das vendas apontado por Amaral, mesmo que tímido, aconteceria apesar dos preços mais altos dos combustíveis no Brasil, especialmente diesel e gasolina, após o impacto de alta no PIS/Cofins nos combustíveis e com a Petrobras repassando avanços das cotações internacionais.

Fonte: Por Rodrigo Viga Gaier/Agência Reuters