Silva e Luna marca gestão profissional na reserva pelo controle estrito dos gastos

Silva e Luna marca gestão profissional na reserva pelo controle estrito dos gastos

General está no serviço público federal desde 2014, quando assumiu secretaria do Ministério da Defesa

Rio, 19/02/2021 – O General Silva e Luna possui mestrado em Operações Militares e doutorado em Ciências Militares. É ainda pós-graduado em Política, Estratégia e Alta Administração do Exército pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, e em Projetos e Análise de Sistemas pela Universidade de Brasília.

General Silva e Luna: “Na Itaipu, centralizamos estruturas replicadas, reduzimos despesas evitáveis, melhoramos a governança e criamos um forte espírito de equipe”.

À frente da margem brasileira da Itaipu, desde janeiro de 2019, imprimiu administração rigorosa dos recursos da empresa, com intuito de transformar os megawatts-hora (MWh) em geração de emprego e renda, com forte marca de legado para a região. Ao fazer um retrospecto de um ano e dez meses na função, ele disse: “De imediato, estabelecemos uma política de austeridade e transparência. Trouxemos toda direção e o centro de gravidade da empresa para Foz. Reduzimos o escopo de alguns convênios e patrocínios e encerramos os que não tinham aderência à missão da Itaipu. Centralizamos estruturas replicadas, reduzimos despesas evitáveis, melhoramos a governança e criamos um forte espírito de equipe”.

Como resultado desse novo enfoque, a empresa direcionou R$ 1,4 bilhão a diversas ações, alinhadas com os governos federal, estadual e municipal. Entre as principais iniciativas estão a Ponte da Integração (segunda ponte entre Brasil e Paraguai), obras no Aeroporto de Foz do Iguaçu, ampliação do Hospital Ministro Costa Cavalcanti, Mercado Municipal, revitalização do Gramadão, duplicação da Rodovia das Cataratas, o projeto Vila A Inteligente, além de ações de apoio turismo e combate à pandemia de covid-19.

Além dos projetos estruturantes, o diretor afirmou que as mudanças na empresa, como a otimização dos recursos e maior sinergia entre as áreas, têm como objetivo preparar a Itaipu para o cenário pós-2023, em que a dívida contraída para a construção da usina estará paga, e ela se verá em um mercado de energia cada vez mais complexo, dinâmico e competitivo.

O general nasceu em Barreiros, Pernambuco, em 10 de dezembro de 1949.

O generalato de Silva e Luna

Foi promovido a general de brigada em 31 de março de 2002 e designado Comandante da 16ª Brigada de Infantaria de Selva, em Tefé-AM, de 2002 a 2004.

Em seguida, foi Diretor de Patrimônio de 2004 a 2006, sendo promovido ao posto de general de divisão em 31 de março de 2006.

Chefiou o Gabinete do Comandante do Exército entre 2007 e 31 de março de 2011, quando foi promovido a general de exército.

No último posto da carreira, foi Chefe do Estado-Maior do Exército, entre 10 de maio de 2011 e 10 de abril de 2014, quando foi transferido para a reserva.

Logo após sua passagem para a inatividade, foi designado Secretário de Pessoal, Ensino, Saúde e Desporto do Ministério da Defesa.

Em 26 de outubro de 2015, foi designado Secretário-Geral do Ministério.

Foi o primeiro militar a ocupar o Ministério da Defesa desde a sua criação em 1999, sendo a 11ª pessoa a ocupar o cargo. Ocupou o cargo interinamente de 26 de fevereiro a 12 de junho de 2018, quando foi efetivado na função durante o governo Temer.

Em 2 de janeiro de 2019, transmitiu o cargo ao General de Exército Fernando Azevedo e Silva, com a presença do Presidente Jair Bolsonaro. Despediu-se com um discurso no qual defendeu o trabalho de sua pasta. Elogiou sua equipe, que seria uma seleção da Copa de 1970 de amigos. Disse que nesse mundo volátil, é preciso ter valores sólidos, pois vemos instituições destruídas pela falta de Deus.

No dia 17 de janeiro de 2019, foi anunciado como novo diretor-geral da Itaipu Binacional, hidrelétrica que pertence ao Brasil e ao Paraguai e responde por 15% da energia consumida pelos brasileiros. No dia 26 de fevereiro, tomou posse no cargo e afirmou estar de olho nos gastos da estatal.

Em 19 de fevereiro de 2021, foi indicado à presidência da Petrobras pelo presidente da República Jair Bolsonaro, cuja oficialização depende da aprovação pelo conselho de administração da estatal. L

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