Enauta registra lucro líquido de R$ 635,7 milhões no segundo trimestre, com produção de 1,56 milhão boe no período

Enauta registra lucro líquido de R$ 635,7 milhões no segundo trimestre, com produção de 1,56 milhão boe no período

O resultado é o maior da história da empresa, que se mantém capitalizada, com saldo de caixa de R$ 2 bilhões

 Rio de Janeiro, 12 de agosto de 2021 – A Enauta Participações S.A. anunciou hoje seus resultados do segundo trimestre de 2021, com destaque para um lucro líquido recorde de R$ 635,7 milhões. O registro do valor justo da participação adicional de 50% no Campo de Atlanta, situado na Bacia de Santos, contribuiu com R$ 542,1 milhões, em função da conclusão do processo de cessão. A empresa também permanece com uma sólida posição de caixa que alcançou R$ 2 bilhões no final do 2T21.A produção total de boe no trimestre foi de 1,56 milhão, com produção média diária de 17,2 mil boe. A projeção de produção de óleo da Enauta no Campo de Atlanta passou de 7 mil para 10 mil barris de óleo por dia em 2021, com margem de variação positiva ou negativa de 10%, com a incorporação dos 50% adicionais de participação e alteração da projeção de produção do Campo de Atlanta para o ano corrente.

O relatório também destaca a otimização dos custos operacionais em Atlanta, com redução de US$ 3 por barril no segundo trimestre em relação ao primeiro, redução de 26% das emissões CO2e (escopo 3) no trimestre em comparação com o mesmo período no ano passado, aprimoramento da eficiência operacional no Campo de Atlanta e otimização da logística. A intensidade de emissões de 15,2 kgCO2e/boe para escopo 1 e 2 em 2020, montante 25% menor que a média das empresas da Oil and Gas Climate Initiative (OGCI). Também vale pontuar que não houve, nas operações da Enauta em 2021, acidentes com afastamento.

Em mensagem presente no relatório, a administração da Companhia afirma que o final do segundo trimestre de 2021 foi um marco para a Enauta. “Assinamos o aditivo ao contrato de concessão do Bloco BS-4, onde está localizado o Campo de Atlanta. Com isso, assumimos a totalidade dos resultados do ativo, ampliando em mais 50% nossa produção de petróleo. Atualmente, contamos com dois poços em Atlanta e um terceiro poço retornará a produção ainda nesse mês de agosto. Ganharemos importante reforço na geração de caixa, beneficiados pela forte demanda pelo óleo com baixo teor de enxofre produzido em Atlanta. O processo licitatório da unidade de processamento (FPSO) e demais equipamentos do Sistema Definitivo seguem conforme o planejado, o que permitirá ampliação da produção com início do Sistema Definitivo do Campo. Nesse mês, iniciamos a licitação dos itens e serviços necessários para a perfuração do quarto poço que deve ocorrer no segundo semestre de 2022.”

O Sistema de Produção Antecipada (SPA) , da Enauta, compreende três poços conectados ao FPSO Petrojarl I (Foto Divulgação)

A empresa ressalta ainda os avanços em sua agenda estratégica, que inclui os já mencionados ganhos de eficiência e otimização de recursos, acompanhados de conquistas relevantes no âmbito ESG. Em governança, por exemplo, a Enauta conta com 40% de liderança feminina em seu quadro de pessoal, percentual superior à média da indústria. “Esses resultados mostram que o atual processo de transformação da Enauta está firmemente comprometido com avanços nas iniciativas que garantam a sustentabilidade da Companhia”, conclui o relatório da administração.

A Enauta opera o Campo de Atlanta localizado no Bloco BS-4, na Bacia de Santos, com 100% de participação. Atlanta foi o segundo acordo de farm-in após a abertura de capital em 2011, quando adquiriu participação e a operação do Bloco, com investimento de US$ 157,5 milhões.

 

Eficiência operacional

Em 2018, a Enauta iniciou a produção através de um Sistema de Produção Antecipada (SPA) – que compreende três poços conectados ao FPSO Petrojarl I. Já são mais de 15 milhões de barris produzidos no SPA e, após mais de 2 anos, realizou a implantação do Sistema Definitivo (SD).

Com as informações obtidas no SPA, elaborou-se novo plano de desenvolvimento para o SD, mais eficiente operacionalmente e com redução significativa de investimentos. O SD contemplará a perfuração de poços adicionais, totalizando até 8 poços horizontais, ligados a um FPSO de 50 kbopd de capacidade – o processo de licitação deste novo FPSO já foi iniciado e tem previsão de conclusão para o 1º trimestre de 2022.

O Campo de Atlanta possui óleo pesado, com 14º API e baixo teor de enxofre, menos poluente e em linha com a regulamentação de combustível marítimo IMO 2020.

Reservas 2P: 103 MM bbl, total certificado pela Gaffney, Cline & Associates em 31 de dezembro de 2020;

Volume de óleo (in situ): 1,29 Bi bbl;

Volume de óleo produzido: 16,13 MM bbl (até 31/12/2020).

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